segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Poesia






Não conheço nenhuma

Poesia que se faça sem:

O cheiro a algas do mar,

O grão de areia,

 
O murmúrio do vento

(a memória do vento)
 

a chávena de café e o copo de água.



A poesia dos outros.

 

 

29/4/2014

 

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Ponto Assente



Bifurcar

em todas

as ruas,

ruelas,

avenidas.



em que o

olhar

íngreme

dos passantes

não convoque

o

canto

dos pássaros.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Para um amigo

 
 

 
haverá sempre a chávena de café,
a cadeira oferecida,
um canto da mesa
e o cheiro a maresia.
 
 

terça-feira, 11 de novembro de 2014

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Meteorologia



Se o mar

se

chamasse

Nuvem





Correríamos,

falaríamos,

amaríamos,



com ou


sem


precipitação?

Democratizar, generalizar





o uso da bicicleta, com a ajuda de tudo o que o permita (estacionamentos, equipamentos, segurança, etc.)

Um novo site no lista de  blogs EcoVelo,muito útil

terça-feira, 23 de setembro de 2014

aos meus pais



que me ensinaram a nunca ter medo, e a voar.

História.





Não deduzir nada

Das velhas sebentas matemáticas

E dos compêndios

De filosofia.

Imaginar apenas

Fronteiras de pó e rosa

E versos escritos

A tinta da china.

(aprender a ) ler o mundo



“A leitura do universo antecede a leitura da palavra e por isso a leitura desta não pode prescindir da continuidade da leitura daquele.” Paulo Freire

Climate summit 2014

Equinócio de Outono
 

(aprender a ler) o mundo

 


 
 
 
"Entre a austeridade voluntária, proposta por restauracionistas e a ideologia do consumo que impõe mais tecnologia e talvez uma artificialização total do ambiente, as preocupações ambientais configuram-se como uma dimensão da consciência social a exigir a redefinição contemporânea, antropológica, ecológica e politica das necessidades da pessoa e da sua relação com os elementos do mundo natural. Esta terceira postura implica a valorização das culturas locais, o reconhecimento das possibilidades de expressão própria das populações; baseia-se na partilha, na protecção e na cooperação; admite a inevitabilidade da interdependência e da interacção na procura dum desenvolvimento endógeno e sustentável


Maria Helena de Almeida Cavaco, A Educação Ambiental para o Desenvolvimento, Escolar Editora, 1992

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Lua Cheia


Terra (e Mar)







Talvez, nas percepções intuitivas, que poderão revelar-se mais exactas que os dados da ciência e menos atoladas de palavras do que as nossas filosofias,  realizemos que a nossa terra é um todo indivisível – com os seus solos, as suas montanhas, as suas florestas, o seu clima, a sua flora, a sua fauna, e que temos que a respeitar colectivamente, não apenas como um servidor muito útil, mas como um ser vivo, muito menos imperecível que nós próprios no tempo e no espaço – um ser já antigo quando as estrelas da manhã do mundo começaram a cantar, e que será ainda jovem quando o último de nós se juntar aos seus antepassados.” Aldo Leopold

sábado, 26 de julho de 2014

uma pausa.





para parar.
para prosseguir.
para pensar.
para fechar os olhos e sonhar.
para voar.

(para esclarecer os desenganos.
para sorrir.
para esperar. (de esperança. ))

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Século


 
Enfrentar todos os dias
A noite das
estepes paradas
 
e o silêncio
do mundo.
 
E encontrar,
Sem dizer água-vai,
O lado de dentro das palavras.
 
Acontece uma vez
Em cada quarto
De século.

Resistir




Resistir à intolerância, à estupidez, à burocracia, à tecnocracia, à má-fé, à violência.

É possível.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Ilha




Detenho-me apenas

Na estrutura mineralógica e vegetal

Das Ilhas

As escarpas de xisto

Onde brotam espontâneas estevas e giestas

E a vegetação rasteira

(Cuja nomenclatura não figura

Na literatura erudita e cientifica)

 

O sol encandeia o mar

De uma luz branca e igual

 

O oceano lento e profundo

Enlaça as rochas com o seu

Manto liquido

 

As aves da Ilha têm um voo diferente:

Há derisão e urgência quando se despenham das falésias

E sobrevoam a superfície da

Água

Num renovado assombro

 

O vento expande o seu

Pulmão de aço

E é sempre um vento

Limpo e salgado

Um vento de lágrimas marítimas e de

Peixes alados

 

 

É só um ilhéu batido pelo

Atlântico.

Visto do continente

Cabe inteiro na concha fechada

Da palma da mão

 

Respiro esse sopro

Que enrola o vento e as rochas

A água salgada o voo

metálico dos pássaros

e o aroma adocicado

da vegetação misturado com o iodo

das algas

 

e só sei que ali reside

uma breve e solitária

explicação

do mundo.