quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Longe.


um navio que parte.

em breve,

ficará,

na frágil linha de água,

singular e efémero,

um ponto,

único vestígio da sua passagem.


cada vez mais longe.

cada vez mais ténue.

e na distância da despedida

um vão aperto

de alma.




http://www.youtube.com/watch?v=E4kc0Aby2vA

http://youtu.be/nK7dUfG5Rq4

hoje



...e amanhã.
e depois.

encontrar sentido(s)
nessa Totalidade
que já fomos,
e que voltaremos
a
Ser.

para não
deixar
de (voltar a) ser.

o repouso dos heróis

 
 

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Tomar conta



da Terra.

http://www.youtube.com/watch?v=mVRGFusKJ_0


escrita




no céu.
no mar. também.
como uma tela, de novo.


da paisagem.


Chegar a Lisboa.

Entre margens.


Lisboa


Mil águas.

Fotografia Portuguesa: Lyon de Castro



http://alexandrepomar.typepad.com/alexandre_pomar/adelino-lyon-de-castro/

Festa do Cinema Francês




Programa:
http://festadocinemafrances.com/14a/


sábado, 21 de setembro de 2013

quando o céu



diz.
quando o céu
é
uma Festa.

um minuto


"o mar restitui pacientemente as experiências do passado, devolve-lhe as primícias da vida, coloca-as sob um céu, numa paisagem que podemos ver com os nossos próprios olhos, análogos aos de outrora. um instante de atenção ou de ilusão e tudo parece reviver."
Fernand Braudel, Memórias do Mediterrâneo
 
 
pequeno tratado de filosofia de bolso: sobre o mar,  que seja este o minuto de paz. (duas ondas.)
 

da Paz


http://www.internationaldayofpeace.org/
http://www.un.org/fr/events/peaceday/




quarta-feira, 18 de setembro de 2013

brisa





Disseste que ias medir a inclinação

Marítima da maré

E a intensa luz dos malmequeres em

Jarras de fino cristal

Disseste que no manto dos pinheiros

ecoavam sussurros de cigarras

e concertos de violinos.

Falaste de países onde o verão é súbito como o

Canto parado de um riacho.

Estendeste as mãos para tocar o orvalho e a frescura da madrugada,

deixaste correr uma água nova

Transparente e pura.

E na concha das tuas mãos, sorveste-a para estancar a tua sede.

Mas nada de constante ficou nesse gesto,

Nenhuma permanência, nenhuma certeza.

em filigrana


http://pt.wikipedia.org/wiki/Elevador_de_Santa_Justa