segunda-feira, 5 de agosto de 2013



Há (in)finito quando o último lanço de terra mergulha no mar.
Há (in)finito no voo absoluto, sem concessões, das aves marítimas.
Há (in)finito quando uma paisagem contem outra paisagem, longínqua na memória, ou distante na geografia dos lugares.
Igual, mas diferente.
Há (in)finito na palpitação do (m)ar.
Há alguma forma de (in)finito no recorte dos navios na linha do horizonte – porque nos dizem as viagens, os encontros, as trocas, aquilo que faz  (também) de nós o que somos
Há (in)finito na duna azulada que delimita a Serra no céu.
Há (in)finito no casco de nuvens (in)finitamente alvas  que protegem essa Serra.
Há (in)finito na sombra amiga das árvores, e nos bagos dos arbustos.
Há (in)finito quando se perde o medo e se convoca a esperança.
Há (in)finito quando somos Um e somos muitos (mesmo sendo tão poucos).

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