quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Os jardins da Gulbenkian





Gosto imenso dos jardins da Gulbenkian. E quem não gosta? No meio da cidade são um templo de tranquilidade e beleza que devia inspirar outros espaços verdes. Aqui não há podas e cortes de árvores aleatórios e mais ou menos selvagens, os espaços de sombra são mantidos e a coabitação entre o natural e o construído é perfeita. Aqui há patos, peixes e certamente cigarras, grilos e toda a espécie de passarinhos porque no meio da cidade se teve a sensatez de criar e preservar um habitat que lhes é favorável. Pequenas instalações temporárias (como as que se vêem nas fotografias) pontuam o espaço e integram-se perfeitamente na paisagem.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Fronteiras. Encontros de Fotografia de Bamako








Pessoas, homens, mulheres e crianças. Casas, bicicletas, animais. Barcos, portos de saída, portos de chegada. Contentores, mapas, esperanças, desilusões. Aqui e ali a guerra, um grupo de homens fardados, casas destruídas. No conjunto, uma excelente mostra da “criação contemporânea na área da fotografia em África”.
“Exposição produzida no âmbito da última edição dos Encontros de Bamako – Bienal Africana de Fotografia, em 2009, reunindo cerca de 180 fotografias e vídeos que reflectem a criação contemporânea na área da fotografia em África e dos artistas afro-americanos. Desenvolvida em torno da temática “Fronteiras”, esta mostra colectiva oferece diversas interpretações e representações das questões sociopolíticas, culturais e identitárias.”

Fotografias
Emeka OKERERE (Nigéria)
Saïdou DICKO (Burkina Faso)

até 28 de Agosto

 

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Os Loris do Camboja

Mais uma vez na rubrica que vos proponho que imaginem existir neste site, outras paragens. Uma reportagem sobre os pequenos comboios de bambu que circulam no Camboja, aproveitando o que resta de uma vetusta via-férrea. Aqui se contam as histórias quotidianas dos homens e mulheres que apanham o frágil comboio, o incrível engenho dos seus condutores, sob um pano de fundo de paisagens rizícolas. É uma reportagem muito bela e comovente, onde são evocados em filigrana os anos de massacres sob o jugo dos Khmers Vermelhos.


"Je sens encore l'odeur puissante de la viande. Le grincement de la draisine s'est gravé dans mes oreilles et mes articulations n'ont pas encore oublié le perpétuel fracas et cahotement. Mais les moments magiques que j’ai vécus dans le train de bambous sont tout autant inoubliables - notamment quand, sur le chemin du retour, le ciel violet nous a offert un spectacle surréaliste : tout autour de nous, des éclairs, un feu d'artifice multicolore du côté de la ville, et partout le bourdonnement des vers luisants. Des moments qui effacent toutes les tracasseries du monde."
Carmen Butta
link Arte

Museus à noite

No quadro do festival dos Oceanos, dias 4 e 11 de Agosto, vão abrir as portas ao público, à noite, os Museus da zona ribeirinha.

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